segunda-feira, 24 de março de 2014

Egoístas

    É bíblico, deve-se amar o outro. Mas e quando esse "alter" é chato, é ruim, incoveniente, quando não, um safado. Pois bem, é bem verdade que o homem, como animal que é, tem instintos de autopreservação (egoístas mesmo). Ele  nasce sozinho, mas logo cedo, em sua infância, é posto numa sociabilidade. Ele é POSTO, ressalte-se. Não é característica intrínseca à sua natureza. Já daí é possível notar que, para além do seio materno, o homem é condenado a se socializar. E o faz, mas não com facilidade, não é difícil ouvir por aí aquela velha frase:"Amigos, eu conto nos dedos" ou alguém se lamentando por seus amigos o terem abandonado.A grande verdade é que o homem não suporta o outro. E aqui clamo por Pondé: "Amar seu semelhante é muito difícil; o mau-caráter acha uma saída a esse impasse amando a humanidade abstrata, fingindo-se de bom." 


   Uma pessoa não é avaliada pelas suas qualidades e sentimentos interiores, mas sim pelos seus atos. Não importa se você é o mais inteligente da sala, se você não tira as melhores notas ou se sobressai de alguma forma. São suas atitudes que irão lhe definir, nossos talentos e capacidades só são úteis porque há outros para reconhecê-los, ora, não faz sentido nenhum  um escritor dedicar horas à confecção de um livro apenas para orgulhar-se de si mesmo e deixar a obra escondida numa gaveta. Este escritor, provavelmente, irá querer, no mínimo, que outros o leiam, pois só assim terá o retorno que almeja. Ou ainda, do que adiantaria um grande atleta de futebol que só se interessa em disputar partidas amadoras?
   E são atitudes egoístas, como as descritas acima, que mais trazem bem a uma certa coletividade: quem irá se beneficiar de mais livros disponíveis à leitura do que os seus leitores? E quem irá se beneficiar dos talentos e gols marcados por um excelente atleta, do que sua equipe e seus torcedores? Porém, o contrário não se comprova: sempre que se preza antes uma coletividade do que a seus indivíduos, o que se vê são resultados frustrados e frustrantes. Pois, quem assim pensa, projeta coisas muito grandes e boas e executa coisas pequenas e ruins. Um bom exemplo é a paz mundial: não adianta você falar em paz mundial, e ser para os seus um semeador da violência. Ou então, querer salvar a todos da pobreza e da fome, mas não praticar, ao menos, um ato de caridade.

    Não é pecado pensar em si, como também não é gostar de ficar só, até porque é muito difícil encontrar pessoas interessantes, é muito difícil encontrar pessoas com quem seja prazeroso conversar mais tempo do que é normal, ou ainda aquelas com quem se converse mais de 5 minutos no telefone (exceto sua namorada), quando não impossível. A convivência é difícil, mas é só quando eu percebo que o outro é importante para mim, é que eu aprendo a ser tolerante com ele. 

    São poucas as pessoas, realmente, altruístas que prezam pelo interesse dos outros ao invés dos próprios; o certo é que a maioria das pessoas faz coisas visando interesses próprios, (mesmo os favores realizados a alguém; pois estes, na real, buscam, ao menos, uma aprovação, uma admiração, um carinho ou até um favor futuro). E, isso não é de todo ruim não saberia classificar o egoísmo como um vício ou uma virtude, sinceramente. Mas penso que é mil vezes preferível estar rodeado de pessoas egoístas do que de pessoas invejosas, pois os primeiros nunca pensariam em tomar o que é meu, já os segundos não teria tanta certeza.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Uma resposta a Othoniel Pinheiro e a "farsa" do neoliberalismo

Resposta ao artigo de Othoniel Pinheiro Neto em Repórter Alagoas.

Primeiro é preciso pontuar que o autor inicia seu texto atacando um espantalho: O que é neoliberalismo? Quem são seus defensores? Quem são seus teóricos? Na verdade, essa expressão é usada para associar o nome do liberalismo às atuais políticas econômicas intervencionistas ao redor do mundo. Como bem disse o filósofo: "Achar que o neoliberalismo é um tipo de liberalismo. É achar que o Mico Leão Dourado é um tipo de leão."

Essa falsa associação já é conhecida pelos liberais, é uma forma de confundir a opinião pública, associando os fracassos da intervenção estatal ao liberalismo (ou neoliberalismo) sendo que não se encontra autores liberais que defendam o intrometimento do estado na economia dessa forma.

Cabe agora, antes de mais nada, fazer uma definição dos termos: o que é intervencionismo e o que é liberalismo? Ludwig von Mises em Intervencionismo, uma análise econômica diz que:  "[...]um sistema em que, embora seja mantida a propriedade privada dos meios de produção, o governo possa intervir, através de ordens e proibições, no exercício do direito de propriedade (...)é denominado intervencionismo." O célebre economista diz que os intervencionistas defendem aquelas medidas cujas consequências nem eles mesmos aprovariam, e toma para si a tarefa de explicá-las. O que me faz lembrar aqui um conselho de outro grande Murray Rothbard: "Não é nenhum crime ser ignorante em economia, a qual, afinal, é uma disciplina específica e considerada pela maioria das pessoas uma 'ciência lúgubre'.  Porém, é algo totalmente irresponsável vociferar opiniões estridentes sobre assuntos econômicos quando se está nesse estado de ignorância."

Essa confusão intelectual prejudica toda a sua argumentação. É preciso entender que o liberalismo significa a restrição do estado ao estado mínimo, um estado vigia-noturmo (como ficou conhecido), o que os liberais pregam é o respeito à propriedade privada, as liberdades civis e econômicas, e daí por diante. Apesar de afirmar no texto que não é preciso ser comunista para enxergar a fragilidade do neoliberalismo, assume uma postura crítica marxista quando afirma que o sistema de livre mercado, também chamado de sistema de livre concorrência é favorecedor das grandes empresas. Quando na verdade, é a atuação do governo, e não a sua ausência a causa do surgimento de monopólios e das grandes corporações. Os marxistas afirmavam que onde houvesse livre mercado surgiria a concentração de poder econômico, porém como afirma Hayek em "O caminho da servidão":
"Se observarmos a regularidade e a frequência com que os aspirantes ao monopólio obtêm o auxílio do estado para tornar efetivo o seu controle, convencer-nos-emos de que o monopólio não é em absoluto inevitável.
 Esta conclusão é grandemente corroborada pela ordem histórica em que o declínio da concorrência e o surto do monopólio se manifestaram nos diferentes países. Se decorressem dos avanços tecnológicos ou fossem produto necessário da evolução do "capitalismo", teriam de surgir em primeiro lugar nos países cujo sistema econômico é mais avançado. Na realidade, apareceram pela primeira vez no último quarto do século XIX, em países relativamente jovens do ponto de vista da industrialização: os Estados Unidos e a Alemanha. Em especial neste último país, que veio a ser considerado modelo da evolução lógica do capitalismo, o surgimento de cartéis e sindicatos tem sido deliberadamente promovido desde 1878 pela política governamental. Não só o protecionismo mas também estímulos diretos, e por fim a coação, foram empregados pelos governos para favorecer a criação de monopólios, visando ao controle de preços e vendas. Foi lá que, com a ajuda do estado, a primeira grande experiência de "planejamento científico" e "organização consciente da indústria" fez surgir monopólios gigantes, apresentados como consequências inevitáveis cinquenta anos antes que a mesma política fosse adotada na Inglaterra."

O autor ainda coloca na conta do governo capitalista: a ditadura militar, o imperialismo americano e a sua expansão bélica. Isto é, coisas que os liberais condenam. O livre comércio é per se incompatível com o imperialismo e a guerra, foi Bastiat quem disse: "Nas fronteiras onde não passarem mercadorias passarão soldados",  concluindo que o comércio é, na verdade, uma alternativa à guerra. Não dá para tomar como parâmetro de um governo liberal, os Estados Unidos. Os Estados Unidos, hoje, são a mais clara representação do neoconservadorismo: políticas imperialistas, expansão bélica, pró-guerra. E isto nenhum liberal defende. A mais pura face do intervencionismo a nível internacional.

Outra irresponsabilidade, é atacar o liberalismo sob o espantalho de que o livre mercado foi quem causou a crise de 2008. É um mito que é derrubado aqui.

 "Destaque-se também que a onda neoliberal que avassalou o mundo após 1970, elevou a desigualdade social dentro dos próprios Estados Unidos, pois, segundo o Relatório sobre Comércio e Desenvolvimento da UNCTAD, nas últimas décadas do século XX, o cociente que mede o grau de desigualdade socioeconômica aumentou em 16% entre os americanos." A propósito não foi a onda liberal que prejudicou os Estados Unidos, leve-se em conta que os gastos do governo só aumentaram após esta data. Conforme o gráfico abaixo:





O que Othoniel critica não é a filosofia política liberal, não são os valores de uma economia de mercado, mas um espantalho do que acredita ser um governo liberal. As críticas são à atuação estatal dos governos ditos capitalistas, críticas que qualquer liberal assinaria embaixo. O que falta ao texto é estabelecer uma relação de causa e efeito mais coerente.



É dito no texto que a liberdade de mercado favorece às grandes empresas, porém o que na verdade são as atuações governamentais que estabelecem barreiras de entrada ao mercado à pequenos e médios, favorecendo assim as grandes corporações. O governo mais atrapalha que ajuda. Mas, qual é a alternativa? O estado de bem estar-social?

A desigualdade existe, sim. Mas esse não é o problema.  O maior ensinamento que pode ser passado às crianças é o seguinte: "Você só deve olhar ao prato do seu vizinho para saber se ele tem o suficiente, nunca para verificar se ele tem mais ou menos do que você." A grande verdade é que nunca alguém morreu de desigualdade, as pessoas morrem de fome. É preciso combater a miséria, pois esta sim, mata. É famoso o último discurso de Margareth Thatcher no parlamento. Mas o governo, não é nem de longe uma instituição filantrópica preocupada com os pobres, é da essência da natureza humana o interesse próprio, por acaso, os políticos são seres extraterrestres que perdem essa característica ao assumirem o poder?

O livre mercado é o verdadeiro eliminador de pobreza. Como salienta Ludwig von Mises em As seis lições:
"E todo o tão falado e indescritível horror do capitalismo primitivo pode ser refutado por uma única estatística: precisamente nesses anos de expansão do capitalismo na Inglaterra, no chamado período da Revolução Industrial inglesa, entre 1760 e 1830, a população do país dobrou, o que significa que centenas de milhares de crianças - que em outros tempos teriam morrido - sobreviveram e cresceram, tornando-se homens e mulheres.
 Não há dúvida de que as condições gerais de vida em épocas anteriores eram muito insatisfatórias.  Foi o comércio capitalista que as melhorou.  Foram justamente aquelas primeiras fábricas que passaram a suprir, direta ou indiretamente, as necessidades de seus trabalhadores, através da exportação de manufaturados e da importação de alimentos e matérias-primas de outros países."
Prossegue:
"Hoje, nos países capitalistas, há relativamente pouca diferença entre a vida básica das chamadas classes mais altas e a das mais baixas: ambas têm alimento, roupas e abrigo.  Mas no século XVIII, e nos que o precederam, o que distinguia o homem da classe média do da classe baixa era o fato de o primeiro ter sapatos, e o segundo, não.  Hoje, nos Estados Unidos, a diferença entre um rico e um pobre reduz-se muitas vezes à diferença entre um Cadillac e um Chevrolet.  O Chevrolet pode ser de segunda mão, mas presta a seu dono basicamente os mesmos serviços que o Cadillac poderia prestar, uma vez que também está apto a se deslocar de um local a outro.  Mais de 50% da população dos Estados Unidos vivem em casas e apartamentos próprios." 
Na verdade, o governo longe de ser a solução é antes de tudo um problema. O modelo de bem-estar social é extremamente falho, e cria uma democracia insustentável "onde todos querem viver às custas de todos". Melhor do que se basear em opiniões, apresento três textos com dados que comprovam o que digo:

1 -O estado de bem-estar social deixa os miseráveis ainad mais pobres, famintos e desesperado /

2 - Quando Estado de Bem-Estar Social subsidia mais a classe média e os ricos do que os mais pobres - http://mercadopopular.org/2013/12/quando-estado-de-bem-estar-social-subsidia-mais-a-classe-media-e-os-ricos-do-que-os-mais-pobres/

3- Um terço da desigualdade de renda vem da ação do governo - http://exame.abril.com.br/revista-exame/edicoes/1038/noticias/e-o-estado-piora-esta-diferenca?page=2

Como o economista Thomas Sowell sugere: "Você pode imaginar um sistema político tão radical que torne mais de 20% dos mais pobres da população nos 20% mais ricos, ao invés de mantê-los no programa de ajuda aos pobres em uma década? Você não precisa imaginar. Chama-se Estados Unidos da América." 

É ressaltado no texto que a "valorização do dinheiro acima da pessoa humana já é coisa profundamente enraizada na cultura dos norte-americanos." Gostaria então de levantar aqui um questionamento inserido no livro a revolta de atlas, de Ayn Rand, em um diálogo:
  — Então o senhor acha que o dinheiro é a origem de todo o mal? O senhor já se perguntou qual é a origem do dinheiro? O dinheiro é um instrumento de troca, que só pode existir quando há bens produzidos e homens capazes de produzi-los. O dinheiro é a forma material do princípio de que os homens que querem negociar uns com os outros precisam trocar um valor por outro. O dinheiro não é o instrumento dos pidões, que pedem produtos por meio de lágrimas, nem dos saqueadores, que os levam à força. O dinheiro só se torna possível através dos homens que produzem. O homem honesto é aquele que sabe que não pode consumir mais do que produz. Comerciar por meio do dinheiro é o código dos homens de boa vontade. O dinheiro baseia-se no axioma de que todo homem é proprietário de sua mente e de seu trabalho. O dinheiro não permite que nenhum poder prescreva o valor do seu trabalho, senão a escolha voluntária do homem que está disposto a trocar com você o trabalho dele. O dinheiro permite que você obtenha em troca dos seus produtos e do seu trabalho aquilo que esses produtos e esse trabalho valem para os homens que os adquirem, e nada mais que isso. O dinheiro só permite os negócios em que há benefício mútuo segundo o juízo das partes voluntárias. 
Fala-se ainda em "enfraquecimento dos direitos humanos frente ao sistema capitalista", o autor agora parece desconhecer que o surgimento dos direitos humanos se dá na Inglaterra, a pátria mãe do liberalismo
e que a única forma de garantir as liberdades civis é garantindo a liberdade econômica. Quem vai falar mal do governo, quando ele é o detentor dos meios de comunicação? 

Uma economia de mercado, na prática, é uma democracia onde cada real vale um voto. Numa economia de mercado, o consumidor é o soberano, é ele quem determina o que deve ser produzido, os recursos são alocados de acordo com a demanda. Se você não gosta do modo como as coisas vão indo numa economia de mercado culpe a preferência das pessoas, pois não é porque existem destilarias que as pessoas bebem uísque, é porque as pessoas bebem uísque que existem destilarias. Eu prefiro viver sob as forças impessoais do livre mercado, do que sob as forças políticas dos burocratas governamentais. 

Não há atualmente nenhum país que vive numa economia de mercado plena, no entanto o grau de intervenção econômica difere muito dentre os países, e é possível (como já foi feito) auferir o nível de liberdade econômica entre eles, segundo o Index of economic freedom da Heritage Foundation, e a conclusão é inevitável liberdade econômica é acompanhada de qualidade de vida, e se faltavam dados técnicos agora não faltam mais.

Por fim, encerro com Mises: "a história só ensina àqueles que sabem interpretá-las com base em teorias corretas."

*Se, por acaso, esse texto chegar ao Defensor Público Othoniel gostaria de convidá-lo a conhecer o movimento liberal brasileiro.

**Agradecimento à Santiago Tche pelas contribuições na confecção deste artigo.

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Jesus Huerta de Soto - Moeda, crédito bancário e ciclos econômicos - uma consideração sobre a legislação

"O processo social de mercado é possível graças a um conjunto de normas de feição consuetudinária.  Estas normas, que acabam também por ser consequência do processo social de mercado, são constituídas por padrões de conduta que integram o direito contratual privado e o direito penal.  Não foram concebidas deliberadamente por ninguém; são instituições evolutivas que surgem e se consolidam a partir de informação prática de um número muito elevado de atores ao longo de um período muito prolongado.  Neste sentido, o direito material é constituído por um conjunto de normas e leis gerais (ou seja, aplicáveis a todos por igual) e abstratas (uma vez que apenas estabelecem um amplo âmbito de atuação individual, sem prever qualquer resultado concreto do processo social).  Em contraste com esta concepção do Direito ou lei em sentido material, é preciso distinguir o conceito de legislação, entendida como o conjunto de ordens ou prescrições coercivas, de cariz regulamentar e ad hoc, nos quais se materializa a concessão de privilégios em violação do direito e a agressão institucional e sistemática com que o governo tenta dominar os processos de interação humana.[99] A legislação, entendida desta forma, implica o desaparecimento do conceito tradicional de lei que acabamos de apresentar e sua substituição por um "direito espúrio" constituído por um conglomerado de ordens, regulamentos e prescrições em que é especificado qual será o conteúdo concreto do comportamento do agente econômico regulamentado.  Desta forma, à medida que a concessão de privilégios e a coerção institucional se alarguem e desenvolvam, as leis tradicionais deixam de atuar como normas de referência para o comportamento individual e seu papel passa a ser desempenhado pelas ordens e determinações coercitivas emanadas do órgão diretor, no nosso caso, o banco central.  Assim, a lei vai perdendo gradualmente o âmbito de implantação prática e os diferentes agentes econômicos afetados, ao perderem a referência constituída pelo Direito em sentido material, vão modificando, sem perceber, a personalidade e perdendo até os hábitos ou costumes de adaptação a normas gerais de caráter abstrato.  Nestas circunstâncias, como "fugir" às ordens é, muitas vezes, uma exigência determinada pela necessidade de sobrevivência e, noutras uma manifestação do sucesso de uma função empresarial corrompida ou perversa, o descumprimento da norma passa a ser considerado, do ponto de vista geral, mais como uma louvável manifestação do engenho humano do que como uma violação de um sistema de normas que prejudica gravemente a vida em sociedade." Jesus Huerta de Soto - Moeda, crédito bancário e ciclos econômicos - uma consideração sobre a legislação

sábado, 28 de dezembro de 2013

Legislação, direito e liberdade

http://mises.org.br/Article.aspx?id=1345

http://mises.org.br/Article.aspx?id=1570

http://mises.org.br/Article.aspx?id=1475

36 http://www.libertarianismo.org/index.php/academia/artigosnovo/1400-teorias-libertarias-do-direito?fb_action_ids=517986378277751&fb_action_types=og.likes&fb_source=other_multiline&action_object_map=%7B%22517986378277751%22%3A1446060618952436%7D&action_type_map=%7B%22517986378277751%22%3A%22og.likes%22%7D&action_ref_map=%5B%5D

http://libertyzine.blogspot.com.br/2007/05/o-mito-do-imprio-da-lei-john-hasnas.html

http://www.ordemlivre.org/2012/04/regras-simples/

http://www.ordemlivre.org/2013/09/viva-as-leis-sao-imperfeitas-dura-lex-no-dos-outros-e-refresco-2/

http://www.libertarianismo.org/index.php/videos/68-learn-liberty/741-o-imperio-da-lei

http://www.ordemlivre.org/2010/09/a-perversao-da-lei/

http://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/conteudo.phtml?tl=1&id=1412513&tit=A-lei-e-a-Justica-como-instrumentos-da-ideologia

http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1704

http://www.ordemlivre.org/2011/04/jusnaturalismo-positivista/

Artigos - Direito e libertarianismo

1 http://mises.org.br/Article.aspx?id=770

2 http://mises.org.br/Article.aspx?id=1475

3 http://mises.org.br/Article.aspx?id=1177

4 http://mises.org.br/Article.aspx?id=1377

5 http://mises.org.br/Article.aspx?id=1306

6 http://mises.org.br/Article.aspx?id=1043

7 http://mises.org.br/Article.aspx?id=931

8 http://mises.org.br/Article.aspx?id=605

9 http://mises.org.br/Article.aspx?id=605

10 http://mises.org.br/Article.aspx?id=93

11 http://www.ordemlivre.org/2012/02/salvando-criancas-a-justica-e-o-direito/

12 http://www.ordemlivre.org/2011/03/justica-social-e-deixar-que-os-pobres-prosperem/

13 http://www.ordemlivre.org/2010/02/a-reivindicacao-da-ordem/

14 http://www.ordemlivre.org/2010/10/ameacas-as-instituicoes-e-ao-rule-of-law/

15 http://www.ordemlivre.org/2010/02/a-utopia-social-na-constituicao-federal/

15 http://www.libertarianismo.org/livros/aedl.pdf

16 http://www.ordemlivre.org/2010/02/o-imutavel-conceito-de-direito/

17 http://www.ordemlivre.org/2010/04/o-juiz-como-instituicao-da-ordem-espontanea/

18 http://www.ordemlivre.org/2010/03/direito-como-liberdade/

19 http://www.ordemlivre.org/2008/02/direito-e-economia-entrevista-com-bruno-salama/

20 http://www.ordemlivre.org/2009/08/direito-natural-escolastica-e-livre-mercado/

21 http://www.ordemlivre.org/2010/09/a-perversao-da-lei/

22 http://www.ordemlivre.org/2008/12/o-que-a-economia-tem-a-ver-com-o-direito/

23 http://www.ordemlivre.org/2011/01/realismo-em-direito-tributario/

24 http://www.ordemlivre.org/2010/08/a-lei-transformada-em-privilegio/

25 http://www.ordemlivre.org/2009/02/carta-de-uma-prisao-em-birmingham/

26 http://www.ordemlivre.org/2010/11/viva-as-leis-sao-imperfeitas-dura-lex-no-dos-outros-e-refresco/

27 http://www.ordemlivre.org/2011/12/uma-lei-de-embriagar-os-pubs-ingleses-e-recife/

28 http://www.ordemlivre.org/2010/03/obrigado-por-fumar-ou-como-a-lei-antifumo-ataca-a-propriedade/

29 http://www.ordemlivre.org/2011/03/legislacao-trabalhista-anacronica-e-carcomida/

30 http://www.ordemlivre.org/2010/12/sociedade-da-desconfianca-exige-leis-que-me-protejam-de-voce/

31 http://www.libertarianismo.org/index.php/academia/artigosnovo/1305-muito-estado-o-que-devemos-eliminar

32 http://www.libertarianismo.org/index.php/academia/artigosnovo/1266-o-estado-de-direito-sem-o-estado

33 http://www.libertarianismo.org/index.php/academia/artigosnovo/354-o-mito-do-imperio-da-lei

34 http://www.libertarianismo.org/index.php/academia/artigosnovo/334-a-natureza-da-lei

35 http://www.libertarianismo.org/index.php/academia/artigosnovo/291-direito-natural-ou-a-ciencia-da-justica

36 http://www.libertarianismo.org/index.php/academia/artigosnovo/1400-teorias-libertarias-do-direito?fb_action_ids=517986378277751&fb_action_types=og.likes&fb_source=other_multiline&action_object_map=%7B%22517986378277751%22%3A1446060618952436%7D&action_type_map=%7B%22517986378277751%22%3A%22og.likes%22%7D&action_ref_map=%5B%5D

37 http://libertyzine.blogspot.com.br/2007/05/o-mito-do-imprio-da-lei-john-hasnas.html

http://jus.com.br/artigos/22033/a-lei-moderna-e-a-crise-paradigmatica-no-direito

http://www.ordemlivre.org/2013/09/viva-as-leis-sao-imperfeitas-dura-lex-no-dos-outros-e-refresco-2/

http://www.libertarianismo.org/index.php/videos/68-learn-liberty/741-o-imperio-da-lei

http://veja.abril.com.br/blog/rodrigo-constantino/socialismo/refutando-com-bohm-bawerk-a-teoria-da-exploracao-marxista/

http://www.ordemlivre.org/2011/06/estado-de-direito-e-governo-limitado/

http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1704

http://jus.com.br/artigos/2146/o-liberalismo-e-os-seus-efeitos-sobre-o-direito

Liberdade e o estado de direito - Bruno Leoni

http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1570

Liberdade e o estado de direito - Bruno Leoni

"A supremacia da lei era a principal característica mencionada na análise de Dicey.  Ele citou a antiga lei das cortes inglesas: "La ley est la plus haute inheritance, que le roi had; car par la ley il même et toutes ses sujets sont rulés, et si la ley nefuit, nul roi et nul inheritance será" — A lei é a mais alta posição alcançável pelo rei, pois tanto ele quanto seus súditos são dirigidos por ela, e sem ela não haveria rei, nem reino.  De acordo com Dicey, a supremacia da lei era, por sua vez, um princípio que correspondia a três outros conceitos e portanto implicava três significados diferentes e concomitantes da expressão "o estado de direito": 1.  a ausência de poder arbitrário por parte do governo para punir cidadãos ou cometer atos contra a vida e a propriedade; 2.  a sujeição de todo homem, independentemente de sua classe ou condição, à lei comum do reino e à jurisdição dos tribunais ordinários; e 3.  uma predominância do espírito legal nas instituições inglesas, em razão da qual, como explica Dicey, "os princípios gerais da constituição inglesa — como, por exemplo, o direito à liberdade pessoal, ou o direito à assembleia pública — são o resultado de decisões judiciais. (...); ao passo que, segundo muitas constituições estrangeiras, a segurança dada aos direitos dos indivíduos resulta ou parece resultar dos princípios gerais — abstratos — da constituição".[23]"


"De acordo com o professor Hayek, a generalidade, igualdade e a efetividade da lei, assim como o fato de que o arbítrio administrativo em ações coercitivas, isto é, a interferência com a pessoa e a propriedade do cidadão privado, deve ser sempre sujeito à revisão por tribunais independentes, são "realmente os pontos cruciais da questão, o ponto decisivo do qual depende a prevalência ou não do Estado de Direito".[24]"

"Aparentemente, as teorias do professor Hayek e de Dicey coincidem, exceto em pequenos detalhes.  O primeiro, é verdade, enfatiza a diferença entre leis e ordens, em relação à "generalidade" da lei, e salienta que a lei jamais deve ter em vista indivíduos particulares ou ser aprovada, se, no momento da promulgação, é possível prever a quais indivíduos ela favorecerá ou prejudicará.  Mas isso pode ser simplesmente considerado como um desenvolvimento especial da ideia de Dicey de que o "estado de direito" significa a ausência de poder arbitrário por parte do governo.  Igualdade, por sua vez, é uma ideia incorporada na descrição de Dicey da segunda característica do estado de direito, ou seja, que todo homem, independentemente de classe ou condição, está sujeito à lei comum do reino. "

" Desse modo, com uma leve mudança no significado do princípio de "igualdade", podemos pretextar que o preservamos.  Em vez de "igualdade perante a lei", tudo o que teremos será, então, igualdade perante um dos dois sistemas de lei vigentes no mesmo país ou, se queremos usar a linguagem da fórmula de Dicey, teremos duas leis da terra, em vez de uma.  E claro que podemos, da mesma forma, ter três ou quatro ou milhares de leis da terra — uma para proprietários, outra para inquilinos, uma para empregadores, outra para empregados etc.  E é exatamente o que acontece hoje em muitos países ocidentais, onde ainda se exalta o princípio do "estado de direito" e, consequentemente, da "igualdade perante a lei". "

"A possibilidade de várias leis, válidas ao mesmo tempo para classes diferentes de cidadãos em um mesmo país, mas que os tratem de forma diferente — o exemplo mais comum é o do imposto progressivo de acordo com a renda do cidadão, que já se tornou uma característica geral da política fiscal de todos os países ocidentais — está relacionada, por sua vez, ao princípio da generalidade da lei.  Na realidade, não é fácil estabelecer o que torna uma lei geral em comparação com outra.  Existem muitos "gêneros" segundo os quais podem ser criadas leis "gerais", e muitas "espécies" que podem ser levadas em consideração, dentro do mesmo "gênero".  "